14 Set 2014

   
Mesenquimais
Prof. Dr. Pedro Luiz Mangabeira Albernaz
 

Adenocarcinoma renal e carcinoma anaplásico de origem brônquica são os tumores que mais freqüentemente metastatizam para a região nasal.
Corpos Estranho e Rinolitíase
Os corpos estranhos nasais são geralmente encontrados em crianças e os rinólitos em adultos .
Hematomas e Abscessos do Septo Nasal
são afecções causadas por traumatismos cujo sintoma primordial é a dor.
Processos Obstrutivos da Nasofaringe
A rinofaringe, também chamada de cavum, ou rinofaringe, ou ainda epifaringe, e uma região anatômica delimitada superiormente pela base do crânio, anteriormente pelas cóanas nasais , inferiormente pelo plano horizontal que passa pelo palato ósseo, póstero-superiormente pela amígdala faringica e lateralmente pelos óstios faríngicos das tubas auditivas . A obstrução da rinofaringe é uma s índrome caracterizada por bloqueio anatômico, total ou parcial, da região faríngica. Os processos patológicos que bloqueiam essa região primariamente a um quadro de obstrução nasal, diretamente proporcional á sua magnitude, podendo evoluir com complicações nasais e/ou auditivas , e alterações do arcabouço buco-maxilo-facial, alem das complicações originadas pela agressividade do processo patalógico per se.

s ÍNDROME OBSTRUTIVA DA RINOFARINGE
Atresia Coanal

É uma anomalia congênita em que ocorre a persistência do septo nasal coanal embrionário. Este septo pode ser ósseo, ósteo-mucoso ou mucoso, e uni ou bilateral. Nas dismorfoses unilaterias o quadro clinico é pouco evidente ou ausente, passando despercebido na maioria dos casos pois ocorre ventilação pela fossa nasal pérvia. Nos casos bilaterais a anomalia acarreta quadro clínico grave, com dispnéia e cianose no recém-nascido, que necessita de correção cirúrgica imediata ou mediata e, em alguns casos , de traqueostomia. O diagnóstico é feito pelo quadro clínico (dispnéia, desconforto respiratório, cianose e rinorréia mucóide) e pela não progress ão da sonda nasogástrica e do contraste radiológico pelas cóanas . A tomografia computadorizada mostra claramente o tipo de atresia, mucosa, osteomucosa ou óssea.
O tratamento é cirúrgico com ablação do septo coanal. Nos casos unilaterais a cirurgia é geralmente realizada ao redor dos sete aos dez anos , por via transpalatina. No recém-nascido utiliza-se a via nasal, abrindo o septo ósseo com broca de diamante ou com raios laser.

Vegetação Adenóides
Trata-se da causa mais comum de obstrução da rinofaringe, originada da hipertrofia da amígdala faríngica. Esta normalmente se constitui de pregas de tecido linfóide localizadas na parede póstero-superior da rinofaringe, fazendo parte do anel linfático de Waldeyer.
Apresenta hipertrofia fisiológica a partir do oitavo mês de vida, atingindo seu máximo ao redor do segundo ao terceiro anos , reduzindo-se lentamente a partir de então até a puberdade.
A hipertrofia patológica constitui as vegetações adenóides . A magnitude da hipertrofia esta relacionada a fatores constitucionais , processos infecciosos crônicos , processos alérgicos e a infecções virais . Raramente poderá estar relacionada a linfomas .
As vegetações adenóides podem acarretar bloqueio parcial ou total da rinofaringe. Nesses casos , alem do quadro de obstrução nasal, são freqüentes as complicações de caráter infeccioso (rino-sinusites de repetição), auditivas (otite média secretora e otites médias agudas de repetição), deformidades do arcabouço buco-maxilo-facial e alterações funcionais mio-oro-faciais decorrentes da respiração oral de suplência.
O diagnóstico é feito pelo quadro clínico, onde observamos obstrução nasal associada a respiração oral, otites médias e rino-sinusites , aparecendo nos quadros mais graves o característico fácies adenoídeo. A rinoscopia posterior mostra nitidamente a hipertrofia do órgão, mas é um exame difícil de realizar na criança. Podemos utilizar a rinofaringoscopia por fibra óptica, que é de grande valia para a quantificação exata do grau de bloqueio. A radiografia simples do crânio em perfil é muito útil para avaliar o grau de estreitamento da coluna aérea da nasofaringe.
O tratamento clínico visa a controlar os processos infecciosos e/ou alérgicos , tratando-se as infecções , controlando a atopia e criando condições de funcionamento mucoso e aeração nasal adequados . O tratamento cirúrgico é recomendado nos casos em que a obstrução nasal é refrataria ao tratamento. É particularmente importante na s índrome da apnéia obstrutiva do sono, na presença de complicações importantes em órgão vizinhos e na suspeita de neoplasia.

Pólipos da Nasofaringe
Os pólipos nasais apresentam crescimento lento e progressivo, podendo estender-se de seu s ítio de origem à nasofaringe. O mais freqüente é encontrarmos um único pólipo, conhecido como o pólipo antro-coanal de Killian, que tem sua inserção no sinus maxilar, outras vezes encontramos pólipos coanais originados das células etmoidais posteriores .
O diagnóstico baseia-se na anamnese e no exame clínico. Na rinoscopia e na fibronasofaringoscopia vemos tumores esbranquiçados , róseos ou acinzentados , quase sempre lisos , úmidos , brilhantes e de consistência mole. As radiografias da nasofaringe em perfil e as tomografias computadorizadas mostram a relação dos pólipos com as estruturas vizinhas .
O tratamento é cirúrgico, com extirpação dos pólipos e de seus pontos de implantação, a fim de reduzir a probabilidade de recidivas . O controle clínico medicamentoso no pós -operatório é extremamente importante.
Tumores Cisto de Thornwald
Raro, é um cisto que se desenvolve a partir da bursa pharyngea, um pequeno divertículo da linha média da nasofaringe, situado no nível da inserção superior dos músculos constritores
Hipófise Faríngica
Igualmente pouco freqüente, localizada anteriormente e superiormente à bursa, desenvolve-se a partir da bolsa de Rathke, estrutura embriológica que forma o lobo anterior da hipófise.

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